"A classe média é uma abominação política, porque é fascista; é uma abominação ética porque é violenta; é uma abominação cognitiva porque é ignorante".
- Afirmação feita por Marilena Chaui, durante o lançamento do livro "Dez anos de Governos pós-neoliberais no Brasil".
É sabido que Marx em toda sua teoria do valor do trabalho fala da exploração que ocorre pela classe dominante (Capitalista) sobre a classe dominada (Proletariado), e que este fato implica na existência de apenas duas classes.
Ora, se Marx afirma que no Modo de Produção Capitalista só existe duas classes, o que seria então a classe média?
Em princípio faz-se necessário o estabelecimento de quem seria o capitalista e quem seria o proletariado.
O MPC (Modo de Produção Capitalista) é um sistema que tem como base uma contradição de interesses, desse modo, capitalistas e trabalhadores formam uma unidade dialética de contrários.
É importante destacar que o MPC não está subordinado à satisfação das necessidades sociais. Seu principal objetivo é a acumulação da riqueza privada e o desenvolvimento de mecanismos que reforcem a dominação do capital sobre o trabalho, isto através da mutação permanente dos métodos de produção e do crescimento da produtividade do trabalho.
Marx em sua obra "O Capital", Livro I, apresentá dois fenômenos que permitem que o processo de acumulação capitalista aconteça, onde ocorrerá uma mudança qualitativa em sua estrutura, são elas: Concentração e Centralização do capital.
O que nos interessa nesta explanação, especificamente, é o fenômeno da centralização. Esse processo está associado à compilação de vários capitais isolados, tornando-se cada vez menor o número de capitalistas. Em outras palavras, é a transformação de muitos capitais pequenos em poucos capitais grandes.
Esse fenômeno pode se desenvolver através de:
1. Concorrência: resulta na ruína de muitos, quando os menos competitivos não acompanham os avanços do mercado.
2. Crédito: quando os que não conseguem arcar com as dívidas advindas dos créditos concedidos, por exemplo, por hipotecários, onde se oferece a empresa como garantia de pagamento.
3. Fusões: centralização de capitais e produções nas mãos de uma única administração.
Como ilustrado na imagem acima, há uma centralização de várias empresas no controle de uma única empresa. Nesse sentido, os pequenos capitalistas tendem a desaparecer.
Quem seria então a classe média?
Com os avanços do capitalismo houve uma pequena ascensão de grupos de pessoas e estas nem detinham os Meios de Produção (MP) nem necessitavam ofertar a Força de Trabalho (FT) que possuíam. Estas pessoas, por acreditarem que estavam em um patamar econômico mais elevado, não considerando-se proletariados, aceitaram os mecanismos do capitalismo pela ilusão dessa ascensão , de chegar a fazer parte da classe dominante.
Como explicado anteriormente, essa classe, denominada "média", tende a ser expropriada, e, com isso, voltar a fazer parte da classe dominada.
A classe média diz-se abominação do capitalismo, segundo Marilena Chaui, com base na teoria Marxista, porque no MPC só há duas classes, nesse sentido, ela é uma espécie de mutação que tem tendência ao desaparecimento com os avanços tecnológicos, onde os mercados ficam cada vez mais competitivos. Então a classe média é algo que está entre a classe dominante e a classe dominada, que não tem um lugar ao certo no sistema capitalista, existindo sob a perspectiva de torna-se dominante, apesar de tender a ser dominada.
- Afirmação feita por Marilena Chaui, durante o lançamento do livro "Dez anos de Governos pós-neoliberais no Brasil".
É sabido que Marx em toda sua teoria do valor do trabalho fala da exploração que ocorre pela classe dominante (Capitalista) sobre a classe dominada (Proletariado), e que este fato implica na existência de apenas duas classes.
Ora, se Marx afirma que no Modo de Produção Capitalista só existe duas classes, o que seria então a classe média?
Em princípio faz-se necessário o estabelecimento de quem seria o capitalista e quem seria o proletariado.
O MPC (Modo de Produção Capitalista) é um sistema que tem como base uma contradição de interesses, desse modo, capitalistas e trabalhadores formam uma unidade dialética de contrários.
É importante destacar que o MPC não está subordinado à satisfação das necessidades sociais. Seu principal objetivo é a acumulação da riqueza privada e o desenvolvimento de mecanismos que reforcem a dominação do capital sobre o trabalho, isto através da mutação permanente dos métodos de produção e do crescimento da produtividade do trabalho.
Marx em sua obra "O Capital", Livro I, apresentá dois fenômenos que permitem que o processo de acumulação capitalista aconteça, onde ocorrerá uma mudança qualitativa em sua estrutura, são elas: Concentração e Centralização do capital.
O que nos interessa nesta explanação, especificamente, é o fenômeno da centralização. Esse processo está associado à compilação de vários capitais isolados, tornando-se cada vez menor o número de capitalistas. Em outras palavras, é a transformação de muitos capitais pequenos em poucos capitais grandes.
Esse fenômeno pode se desenvolver através de:
1. Concorrência: resulta na ruína de muitos, quando os menos competitivos não acompanham os avanços do mercado.
2. Crédito: quando os que não conseguem arcar com as dívidas advindas dos créditos concedidos, por exemplo, por hipotecários, onde se oferece a empresa como garantia de pagamento.
3. Fusões: centralização de capitais e produções nas mãos de uma única administração.
Quem seria então a classe média?
Com os avanços do capitalismo houve uma pequena ascensão de grupos de pessoas e estas nem detinham os Meios de Produção (MP) nem necessitavam ofertar a Força de Trabalho (FT) que possuíam. Estas pessoas, por acreditarem que estavam em um patamar econômico mais elevado, não considerando-se proletariados, aceitaram os mecanismos do capitalismo pela ilusão dessa ascensão , de chegar a fazer parte da classe dominante.
Como explicado anteriormente, essa classe, denominada "média", tende a ser expropriada, e, com isso, voltar a fazer parte da classe dominada.
A classe média diz-se abominação do capitalismo, segundo Marilena Chaui, com base na teoria Marxista, porque no MPC só há duas classes, nesse sentido, ela é uma espécie de mutação que tem tendência ao desaparecimento com os avanços tecnológicos, onde os mercados ficam cada vez mais competitivos. Então a classe média é algo que está entre a classe dominante e a classe dominada, que não tem um lugar ao certo no sistema capitalista, existindo sob a perspectiva de torna-se dominante, apesar de tender a ser dominada.

Comentários
Postar um comentário